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Somos Sal da Terra e Luz do Mundo

Na homilia do V Domingo do Tempo Comum, o Pároco e Reitor do Santuário, Frei João Benedito de Araújo (OFMConv.) lembrou que onde estivermos devemos dar sabor às coisas e, assim,  elas emitirão luz Por Patrícia Cristine

Dia de Dom Bosco

João Bosco nasceu em 1815, na Itália, em uma família de camponeses. Quando ainda bebê se torna órfão de pai e sua mãe teve que cuidar dele e dos outros irmãos. O santo recebeu uma educação humana e religiosa, mas devido a falta do pai, teve que se dedicar aos trabalhos no campo para ajudar sua família. Tempos depois, com a ajuda dos de casa e vizinhos, conseguiu entrar para o seminário de Chieri.Morreu em 1888, sendo beatificado em 1929 e canonizado em 1934 pelo papa Pio XI.   O santo sonhadorDom Bosco tinha muitos sonhos proféticos, os que mais se destacam foram dois. Um quando era criança. Havia sonhado com jovens violentos, na qual intervia da mesma forma. Nossa Senhora aparece e lhe fala para ele ser manso, forte e amoroso, ajudando assim os jovens. Um de seus lemas era “basta que sejais jovens para que eu vos ame”, e a Igreja o consagra o santo da juventude.O outro se refere a nova capital do Brasil, curiosamente país em que nunca esteve. Em 1883, o santo sonhou que viajava passando pela Colômbia até a Argentina e chegando aos paralelos 15 e 20 graus, o anjo que lhe acompanhava, dizia que era a terra prometida. Mais de setenta anos depois, foi inaugurada a cidade Brasília, exatamente dentro do intervalo de coordenadas mencionando na visão do santo e emoldurada pelo Lago Paranoá.   As fundaçõesEm 1859, junto com um grupo de jovens educadores, fundou a Congregação dos Salesianos, anos depois criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu uma basílica em homenagem à Nossa Senhora Auxiliadora e fundou 60 casas salesianas em seis países.   Oração a São João Bosco pelos jovensÓ São João Bosco, que de forma incansável doastes toda sua vida ao bem e a salvação da juventude, merecendo ser chamado pela Igreja de “pai e mestre dos adolescentes”. Cientes de serem os adolescentes e jovens a porção mais delicada da sociedade; reconhecendo as particulares necessidades que os envolvem nesta importante etapa de desenvolvimento na vida; desejosos de que alcancem um sadio e completo amadurecimento que os fortaleça na fé e lhes assegure uma inserção positiva e cidadã na sociedade; recorremos à vossa especial intercessão, ó Dom Bosco, para que alcance de Deus nosso Pai as graças de que tanto necessitam. Vos pedimos, ó Dom Bosco, pelos adolescentes e jovens das nossas famílias, por todos aqueles que vivem em situação de maior pobreza ou exposição aos vícios, por aqueles que ingressam no mundo do trabalho, pelos que, desassistidos ou desorientados, entraram no caminho infracional e estão privados de sua liberdade; enfim, por todos aqueles que tanto amastes e aos quais dedicastes a sua vida até o seu último respiro. Que a proteção da Virgem Auxiliadora, que recebestes como Mãe e Mestra, e a vossa intercessão, ó querido Dom Bosco, amparem e assistam à juventude e a todos nós que acorremos a vós com especial devoção. Rezar: Ave-Maria, Pai Nosso e Glória ao Pai.   Dom Bosco, rogai pela juventude e por nossa Brasília!   Paz e bem!   Fontes: https://www.vaticannews.va/pt/santo-do-dia/01/31/s--joao-bosco--presbitero--fundador-dos-salesianos--pai-e-mestre.html https://arqbrasilia.com.br/brasilia-celebra-dia-de-dom-bosco-nesta-sexta/https://formacao.cancaonova.com/igreja/santos/dom-bosco-o-santo-que-gastou-sua-vida-por-uma-juventude-santa/http://www.paroquiadombosco.org.br/lermais_materias.php?cd_materias=668&friurl=-Dom-Bosco-profetizou-a-construcao-de-Brasilia-no-seculo-19-https://franciscanos.org.br/carisma/santos-franciscanos

Reis Magos, Luz do mundo que ilumina a todos

Os Magos do Oriente, iluminados pela luz divina, foram adorar o Menino recém-nascido em Belém, ao qual ofereceram seus presentes: ouro, incenso e mirra.Na Solenidade da Epifania do Senhor, no dia 6 de janeiro, celebramos o Dia de Reis, a festa dos Reis Magos.Esta comemoração está intimamente ligada à Epifania, ou seja, à manifestação do Menino Jesus a todos os povos. Para facilitar uma maior participação, a celebração litúrgica deste mistério passou para o domingo após a Solenidade da Santa Mãe de Deus, Maria Santíssima.   Mas, quem são os Reis Magos?Em primeiro lugar, o relato de São Mateus não é uma reconstrução histórica do que aconteceu, pelo menos não era esta a sua intenção. O Evangelista e sua comunidade original quiseram mostrar que o Messias não veio para salvar uma pátria, mas todo o mundo. Mateus escreveu para os judeus cristianizados, quis mostrar que Jesus é o descendente de Davi e que sua missão é oferecida aos pagãos.Não parece verdadeiro que toda Jerusalém tenha ficado alarmada e nem que Herodes tenha convocado todos os sumo sacerdotes e nem que tenha permitido aos magos prosseguirem em seu caminho. Também não deve ser verdadeiro que a estrela tenha seguido um curso contrário às leis naturais. Não se deve buscar uma explicação segundo as leis da astronomia.   Quantos são os Reis Magos?O texto evangélico não fala em três, mas em “magos do Oriente”.No século III, Orígenes fala em três, provavelmente por causa dos três presentes: “ouro, incenso e mirra”. Já São João Crisóstomo, no século IV, fala em 12. Em algumas catacumbas encontramos os números 2 e 4.Os nomes dos Reis Magos, - Melchior, Gaspar e Baltasar -aparecem em um manuscrito do século V. Segundo Heródoto, os “magos” pertenciam a uma tribo dos Medos, que se transformou numa casta de sacerdotes entre os Persas e que praticavam a adivinhação, a medicina e a astrologia.   Relato de MateusProvavelmente Mateus pensa em astrólogos oriundos da Babilônia. Para os judeus, “Oriente” era toda a terra que se estendia além do Jordão. Devido aos presentes oferecidos ao Menino, a tradição cristã considerou os magos oriundos da Arábia, o país do incenso. Já em Isaías, temos referências aos presentes levados por eles.Flávio Josefo, um grande historiador judeu, relata histórias semelhantes de estrelas que surgiam quando nascia pessoa destinada a uma grande missão. Por isso, a reação de Herodes, e muito provável.Mas, a história da estrela surgiu no livro de Números (24,19), 1.200 anos antes do nascimento de Jesus: “Uma estrela desponta da estirpe de Jacó, um reino, surgido de Israel, se levanta... Um rebento de Jacó dominará sobre seus inimigos”.Enfim, o relato de Mateus deve ser compreendido à luz da intenção teológica do evangelista, o qual não pretendeu escrever um relato histórico, mas mostrar o significado salvífico do nascimento de Jesus: ele veio para todos os homens, como a luz. Ao ser acesa, ilumina a todos, indistintamente.   Fonte: vaticannews.va/pt/igreja/news/

Santa Maria Mãe de Deus e da Igreja

Você já deve ter escutado que ter mãe é tão bom que até Deus quis ter uma, não é mesmo? E Ele tem uma Mãe que também é nossa. A Virgem Maria deu à luz o Menino Jesus que é Deus, assim, foi criado em uma família, com mãe e pai, para servir de modelo para todos os cristãos. No último fim de semana foi celebrada a Sagrada Família, e passados três dias, celebra-se a Mãe de Deus e da Igreja, mais conhecido como ano novo.Esta comemoração ocorre dentro da Oitava de Natal (oito dias após o nascimento do Emanuel, primeiro dia de janeiro), para relembrar o nascimento do Filho de Deus. Segundo a tradição católica, é a primeira Festa Mariana da Igreja Ocidental que começou a ser celebrada no século VI, em Roma, provavelmente junto com a dedicação do templo, na passagem de ano, a “Santa Maria Antiga” no Foro Romano, uma das primeiras igrejas marianas de Roma. Maternidade DivinaEste tema é um dogma da Igreja proclamado pelo Concílio de Éfeso, em 431 (d. C) e depois conhecido por outros congressos universais como o de Calcedônia e os de Constantinopla. Trata-se da Imaculada como a verdadeira Mãe de Deus, de Jesus.No que se refere à economia da salvação, Santa Maria é intercessora da humanidade, auxiliando os filhos de Deus, de acordo com a Carta Encíclica Redemptoris Mater: “A Mãe do Redentor tem um lugar bem preciso no plano da salvação, porque, “ao chegar a plenitude dos tempos, Deus enviou o seu Filho, nascido duma mulher, nascido sob a Lei, a fim de resgatar os que estavam sujeitos à Lei e para que nós recebêssemos a adoção de filhos. E porque vós sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: “Abbá! Pai! ” (Gál. 4, 4-6). Já no Concílio Vaticano II: “Desde os tempos mais remotos, a Bem-Aventurada Virgem é honrada com o título de Mãe de Deus, a cujo amparo os fiéis acodem com suas súplicas em todos os seus perigos e necessidades”. (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 66).No primeiro dia do ano também se recorda o Dia Universal da Paz e nada mais do que Nossa Senhora que encara os ideias de paz, amor e solidariedade e que mandou rezar o terço, por este motivo, durante as aparições em Fátima. Foi quando apareceu pela terceira vez, em 13 de julho de 1917, aos três pastorinhos: Lúcia, Jacinta e Francisco. Havia mais de duas mil pessoas ansiosas para saber da mensagem, quando ela falou: “Quero que venham aqui no dia 13 do mês que vem; que continuem a rezar o Terço todos os dias em honra de Nossa Senhora do Rosário, para obter a paz do mundo e o fim da guerra, porque só Ela lhes poderá valer”. Ela deu a solução para o término das mortes e misérias humanas, para a paz permanente. Desta forma, o Santuário São Francisco de Assis deseja um próximo ano de paz, graças e fé!Paz e bem! Fontes: formacao.cancaonova.com/; a12.com/academia/catequese/; fatima.arautos.org/

Santos e Beatos de 2019: sementes que deram bons frutos

Está para se concluir um ano de trabalho intenso para a Congregação para as Causas dos Santos, que consagrou à Igreja universal cinco novos Santos e celebrou 15 cerimônias de Beatificação, algumas das quais de grupos de mártires. Além de duas Missas de Ação de Graças para uma Beatificação e uma Canonização equipolentes Roberta Barbi – Cidade do Vaticano No ano do seu 50º aniversário, a Congregação para as Causas dos Santos, com um trabalho extraordinário de sensibilidade evangélica e de busca da Verdade, doou à cristandade universal muitos modelos a serem imitados escolhidos entre religiosos, mártires e também muitos leigos. É o testemunho de que a santidade é “a exigência mais profunda de todo o batizado”, como recordou Papa Francisco na audiência de 21 de dezembro passado, aos membros da Congregação guiada pelo cardeal Angelo Becciu. Portanto várias tipologias de santos, mas sem esquecer que cada Santo assim como cada ser humano é único e irrepetível, feito à imagem e semelhança de Deus, e é um “projeto do Pai”. Vamos recordá-los com a ajuda das palavras do Santo Padre. A Espanha tocada pela graça de uma santidade extraordináriaA Espanha se confirma como uma nação particularmente tocada pela graça e a benevolência do Senhor. São vários os perfis biográficos e espirituais de homens e mulheres, alguns deles mártires, outros exemplos mais próximos de nós. Eis como o Papa Francisco os recordou, exortando todos os fiéis a aplaudirem estes ilustres modelos de vida:“Em Tarragona, Espanha, foi beatificado Mariano Mullerat i Soldevila, pai de família e médico, jovem, faleceu com 39 anos, que cuidou dos sofrimentos físicos e morais dos irmãos, testemunhando com a vida e o martírio o primado da caridade e do perdão. Um exemplo para nós, que temos tanta dificuldade em perdoar, para todos nós. Ele interceda e nos ajude a percorrer os caminhos do amor e da fraternidade, apesar das dificuldades e tribulações!” (Angelus de 24 de março de 2019)“Em Madrid, foi beatificada Maria Guadalupe Ortiz de Landázuri, fiel leiga do Opus Dei, que serviu com alegria os irmãos, unindo ensino e anúncio do Evangelho. O seu testemunho é um exemplo para as mulheres cristãs engajadas no campo social e na pesquisa científica”. (Regina Coeli, 19 de maio de 2019)“Em Granada, Espanha, foi proclamada Beata Maria Emília Riquelme y Zayas, fundadora das Irmãs Missionárias do Santíssimo Sacramento e de Maria Imaculada. A nova Beata foi exemplar no fervor da adoração eucarística e generosa no serviço aos mais necessitados” (Angelus 10 de novembro de 2019) América Latina, terra de missão e evangelizaçãoEm muitos contextos Papa Francisco citou os Santos provenientes de vários países da América Latina, indicando-os como exemplos a serem imitados, modelos que guiam cada um de nós. Entre eles estão, por exemplo Maria da Conceição Cabrera Arias, chamada carinhosamente de Conchita dos devotos, mãe extraordinária de 9 filhos que recebeu o chamado do Senhor para se tornar na oração e no sacrifício de si mesma, mãe de todos os sacerdotes, foi beatificada na Cidade do México em 4 de maio deste ano.Outro exemplo foi o sacerdote brasileiro Padre Donizetti Tavares de Lima, Bom Pastor, zeloso ministro de Deus, precursor dos direitos do homem. Assim o Papa o recordou:“Pastor totalmente dedicado à sua gente, testemunha de caridade evangélica e corajoso defensor dos pobres. Os sacerdotes, as pessoas consagradas, mas também os fiéis leigos possam fazer próprio o testemunho de fé do Beato Donizetti, com a coerência das escolhas de vida, inspiradas no Evangelho”. Foi beatificado em 23 de novembro em Tabaú (SP).“Em Riobamba, Equador, foi proclamado Beato o Padre Emilio Moscoso, sacerdote mártir da Companhia de Jesus, assassinado em 1897 num clima de perseguição contra a Igreja católica. Que o seu exemplo de religioso humilde, apóstolo da oração e educador da juventude, apoie o nosso caminho de fé e de testemunho cristão”. (Angelus de 17 de novembro )“Em Huehuetenango, Guatemala, foi beatificado James Miller, religioso dos Irmãos das Escolas Cristãs, assassinado em ódio à fé, em 1982, no contexto da guerra civil. Que o martírio deste exemplar educador de jovens, que com a sua vida pagou o seu serviço ao povo e à Igreja guatemalteca, fortaleça nessa querida Nação caminhos de justiça, paz e solidariedade” . (Angelus 8 de dezembro de 2019) Mártires: exemplo que falam ainda mais forte depois da morteOs mártires ocupam um lugar particular no coração da Igreja e dos fiéis. São Beatos e Santos que pela fé sacrificaram o dom mais precioso que Deus nos concedeu: a vida. Os mártires “não são santinhos” disse o Papa, mas homens em carne e osso presentes em todos os lugares, em todos os tempos que com o seu sangue irrigam a Igreja de Deus. Por isso muitas vezes são recordados em grupos: para testemunhar o quanto a crueldade humana em algumas circunstâncias possa destruir tantas vítimas inocentes. Entre eles, durante sua viagem à Romênia em junho, o Santo Padre celebrou pessoalmente a Missa com a beatificação de sete bispos da Igreja greco-católica local: Dom Vasile Aftenie, Dom Valeriu Traian Frenţiu, Dom Ioan Suciu, Dom Tit Liviu Chinezu, Dom Ioan Bălan, Dom Alexandru Rusu e Dom Iuliu Hossu. Mas certamente não são os únicos mártires recordados neste ano:“Em Oviedo, na Espanha, foram proclamados beatos os seminaristas Angelo Cuartas e oito companheiros mártires, assassinados por ódio à fé num tempo de perseguição religiosa. Estes jovens aspirantes ao sacerdócio amaram tanto o Senhor que o seguiram no caminho da Cruz. O seu testemunho heroico ajude os seminaristas, os sacerdotes e os bispos a manterem-se límpidos e generosos, para servir fielmente o Senhor e o povo santo de Deus” (Angelus, 10 de março de 2019)“Em Rioja, na Argentina, foram proclamados beatos Enrique Angel Angelelli, Bispo diocesano, Carlos de Dios Murias, franciscano conventual, Gabriel Longueville, sacerdote fidei donum, e Wenceslao Pedernera, catequista, pai de família. Estes mártires da fé foram perseguidos pela causa da justiça e da caridade evangélica. Um deles era francês, e foi como missionário para a Argentina”. (Regina Coeli, 28 de abril de 2019)“Perante a feroz opressão do regime, demonstraram uma fé e um amor exemplares pelo seu povo. Com grande coragem e fortaleza interior, aceitaram ser sujeitos a dura prisão e a todo o tipo de maus-tratos, para não renegar a pertença à sua amada Igreja. Estes pastores, mártires da fé, recuperaram e deixaram ao povo romeno uma preciosa herança que podemos resumir em duas palavras: liberdade e misericórdia” (Viagem Apostólica à Romênia – Liturgia com Beatificação de 7 bispos mártires, Blaj, 2 de junho de 2019)“Em Madri, foram proclamadas Beatas Maria Carmen Lacaba Andía e 13 Irmãs da Ordem Franciscana da Imaculada Conceição, assassinadas por ódio à fé durante a perseguição religiosa ocorrida de 1936 a 1939. A exemplo das Virgens prudentes, estas monjas de clausura esperaram com fé heroica a chegada do Esposo divino. O seu martírio constitui um convite para todos nós, a sermos fortes e perseverantes, especialmente na hora da provação". (Angelus 23 de junho de 2019)“Em Limburgo (Alemanha), foi proclamado Beato o Padre Richard Henkes, sacerdote palotino, morto por ódio à fé em Dachau em 1945. Que o exemplo deste corajoso discípulos de Cristo sustente também o nosso caminho de santidade” (Angelus 15 de setembro de 2019) Os leigos: a santidade “do dia a dia”A santidade dos leigos é muito preciosa para a Igreja, mesmo sendo mais difícil de distinguir. O Papa Francisco anima todos a vê-la no povo de Deus paciente do qual faz parte. Por exemplo, os pais que crescem seus filhos com amor ou os homens e mulheres que trabalham para sustentar suas famílias: estas pessoas também são reflexo da presença de Deus no mundo e na história. Eis alguns exemplos de Beatos deste ano:"Na Ilha da Sardenha foi proclamada Beata Edvige Carboni, uma mulher simples, do povo, que na humilde cotidianidade abraçou a crus danto testemunho de fé e de caridade. Demos graças a esta fiel discípula de Cristo, que dedicou sua vida a serviço de Deus e do próximo” (Visita a Camerino, Angelus – 16 de junho de 2019)“Em Forlì foi proclamada Beata Benedetta Bianchi Porro, falecida em 1964, aos 28 anos. Toda a sua vida foi marcada pela doença, e o Senhor concedeu-lhe a graça de a suportar, aliás, para a transformar num resplandecente testemunho de fé e amor”. (Angelus 15 de setembro de 2019) O sinal de santidade no sorriso dos religiososFundadores de ordens e institutos religiosos, missionários que levaram a Palavra nos quatro cantos do mundo e muitas vezes deixaram suas vidas, banhando com seu próprio sangue mártir terras longínquas. Os exemplos são muitos: homens e mulheres consagrados que se tornam voz, mãos e pés de Deus: Aqui estão os que ainda não tinham sido citados:“Em Crema, foi proclamado Beato o mártir padre Alfredo Cremonesi, sacerdote missionário do Pontifício Instituto para as Missões Estrangeiras. Assassinado na Birmânia em 1953, foi um incansável apóstolo da paz e uma testemunha zelosa do Evangelho, até ao derramamento do sangue. Que o seu exemplo nos leve a ser corajosos obreiros de fraternidade e missionários em todos os ambientes; que a sua intercessão apoie aqueles que hoje lutam para semear o Evangelho no mundo”. (Angelus 20 de outubro de 2019) Novos Santos: “luzes gentis no meio das trevas do mundo”Assim o Papa Francisco definiu os cinco novos santos que enriqueceram a Igreja em 13 de outubro passado, durante a cerimônia de Canonização. Trata-se de quatro religiosos e uma leiga: John Henry Newman, Josefina Vannini, Maria Teresa Chimarel Mankidiyan, Dulce Lopes Pontes, Margarida Bays.“Hoje, agradecemos ao Senhor pelos novos Santos, que caminharam na fé e agora invocamos como intercessores. Três deles são freiras e mostram-nos que a vida religiosa é um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo". (Santa Missa de Canonização dos Beatos, 13 de outubro de 2019) Dar graças por um culto já compartilhadoE como últimas flores deste jardim que floreceu em 2019, o Papa reconheceu o culto ad imemorabile de um Beato e de um Santo. Em casos como estes se diz que a Beatificação ou a Canonização ocorrida é “equipolente”, decidida, isto é, infalivelmente pelo Papa sem necessidade de um processo canônico. E são:“Em Cracóvia, foi realizada a celebração de ação de graças pela confirmação do culto do Beato Michele Giedroyc, á qual tomaram parte os Bispos da Polônia e Lituânia. Este evento encoraja os poloneses e os lituanos a fortalecerem as relações no sinal da fé e da veneração ao Beato Michele, que viveu em Cracóvia no século XV, modelo de humildade e de caridade evangélica" (Regina Coeli, 9 de junho de 2019)“Hoje, em Braga, Portugal, celebra-se uma Missa de ação de graças pela canonização equipolente de São Bartolomeu Fernandes dos Mártires. O novo santo foi um grande evangelizador e pastor do seu povo”. (Angelus 10 de novembro de 2019) Fonte: vaticannews.va/pt/igreja/news/

Quando desmontar o presépio e a árvore de Natal?

Depois das festividades de fim de ano, é hora de desfazer a decoração natalina e desmontar a tradicional árvore de natal, mas quando fazer?De acordo com frei Faustino Paludo, o dia correto para desmontar a árvore e o presépio é em 06 de janeiro, quando é comemorado o Dia dos Reis Magos. No entanto, o tempo do Natal só se conclui com a festa do Batismo do Senhor. “A festa dos Reis é a última grande festa do ciclo de Natal. Depois da festa do batismo de Jesus e festa dos Reis, inicia um novo tempo litúrgico. A primeira parte do tempo comum que se estende até a terça-feira de carnaval”, diz frei Faustino. O dia 06 de janeiro marca o momento em que os três Reis Magos encontraram o menino Jesus, revelando seu nascimento para o restante do mundo. Enquanto o Ocidente celebra o Natal no dia 25 de dezembro, é nessa data que o Oriente celebra o Natal. Com a importância dessa data no Oriente, a Igreja de Roma passou então a celebrar a Festa dos Reis Magos. É a festa da manifestação de Jesus como salvador da humanidade – de todos os povos. 'Epifania' que quer dizer manifestação. “Para os cristãos, essa festa significa a acolhida da proposta salvadora de Deus para todos os povos. Três magos, representa o reconhecimento, acolhida da ação salvadora de Deus Pai que se realizará por meio de Jesus Cristo”, ressalta o religioso. No Brasil, as festividades ganham tom com as tradicionais "Folia de Reis", que segundo frei Faustino, em pesquisa literária, a tradição chegou ao Brasil por intermédio dos portugueses, ainda no período da colonização. Essa manifestação cultural era realizada em toda a Península Ibérica e era comum a ocorrência de doação e recebimento de presentes enquanto eram entoados cantos e danças nas residências da época. Baseado nessa argumentação, a Folia de Reis teria vindo ao Brasil no século XVI, cerca do ano de 1534, trazido pelos jesuítas, e servindo como um instrumento na catequização dos índios e, posteriormente, dos negros escravos. Festa da Epifania A festa da Epifania surgiu no Oriente como a festa do nascimento de Jesus. É o Natal do Oriente. A exemplo de Roma, nos primeiros dias de janeiro celebrava-se a festa da concepção do deus Hélio (deus sol) pela virgem deusa Coré. No século IV, esta festa chega ao Ocidente e é celebrada de forma diferente. Passa a ser a festa dos Reis Magos. Nesta época, a Igreja não celebrava nenhuma das duas festas: dos Reis Magos e a manifestação de Jesus às nações. A Epifania transformou-se numa festa popular na Idade Média. Na época em que as supostas relíquias dos Reis foram transferidas de Milão para Colônia, na Alemanha. O Evangelho de Mateus (2, 1-12), não fala de reis, mas de magos. E nem revela o nome e quantos eram. Os nomes de Gaspar, Melquior e Baltazar são conhecidos no século IX. No fim da Idade Média, havia o costume de se abençoar as casas com água e incenso bentos no dia 6 de janeiro. As casas abençoadas eram assinaladas nas portas com as letras C + M + B = Christus Mansionem Benedicat (Cristo abençoe esta casa). A piedade do povo associou as letras ao nome dos Reis Magos (cf A.ADAM. O Ano Litúrgico, p.145). Batismo de Jesus No domingo após a Epifania, a Igreja celebra o Batismo de Jesus no rio Jordão. Nesse dia, seria aconselhável que as comunidades, refletindo sobre o Batismo de Jesus, renovassem as promessas batismais. “A celebração do Batismo de Jesus encerra o tempo do Natal e abre as portas para os domingos do Tempo Comum”, ressalta o frei. Fonte: a12.com/redacaoa12/

Padre explica o que é e como viver a Oitava de Natal

Oitava de Natal é um tempo especial de graça na Igreja e vai até dia 1º de Janeiro   Nesta semana, a Igreja vive a Oitava de Natal. Mas o que é este tempo? A Solenidade do Natal não é vivida somente em um dia, mas é estendida por oito dias, bem como a oitava da Páscoa. O período da Oitava de Natal vai até o dia 1º de Janeiro, quando se celebra a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. Padre Reginaldo Carreira explica que os oito dias da Oitava de Natal são celebrados como se fossem um único dia, e que começaram a ser vividos depois do surgimento da Oitava da Páscoa. “No decorrer do caminho da Igreja, começou-se a se celebrar a oitava da Páscoa, oitava de Pentecostes, uma série de oitavas no sentido de comemorar a semana toda, de domingo a domingo, não só por ser uma semana festiva, de festas consideradas especiais, mas por entender o oitavo dia como o dia sem ocaso, o dia final, o dia da ressurreição, da plenitude. Então nesse sentido a Igreja sempre nos remete à visão também do Céu, da Igreja definitiva. A Igreja começou a celebrar as oitavas, e no decorrer do caminho ficaram a Oitava de Natal e a Oitava de Páscoa, porque são festas ligadas e as mais importantes. O mistério da encarnação tem seu sentido e toda a nossa fé cristã tem seu sentido a partir do mistério da Páscoa de Jesus.” O sacerdote acrescenta que a Oitava de Natal é uma celebração litúrgica que faz lembrar a Encarnação de Jesus, que se fez homem para salvar a humanidade. Festas nesse PeríodoDurante o período da Oitava de Natal, no calendário litúrgico, há outras festas. “É interessante que a festa da Oitava de Natal não tira a importância das outras celebrações que acontecem nesse período, que também são muito significativas”. No dia 26, é celebrada a festa de Santo Estêvão: “primeiro mártir, testemunho de um amor, de uma doação, de uma entrega que tem sentido por causa da fé na ressurreição e na encarnação de Jesus. A missão de Jesus foi tão eficaz que as pessoas tiveram coragem de dar a vida por Ele”. Dia 27, celebra-se São João Apóstolo e Evangelista: “É quem nós chamamos de discípulo amado, que fala de uma forma mais profunda do mistério da Encarnação, não explicando de uma maneira histórica, mas de uma forma mais teológica”. Outra festa é dos Santos Inocentes, no dia 28: “Essa festa tem todo o sentido no Natal de Jesus, pois Maria e José fugiram com Jesus para o Egito devido à ordem de Herodes”. No meio deste tempo, também é comemorada a Festa da Sagrada Família, no dia 30 de dezembro: “Jesus que nasceu numa família pra salvar nossa família; é na família que está centrada nossa experiência de vida e de amor.” A Oitava de Natal se encerra com a Solenidade de Maria, Mãe de Deus. “É uma forma de consagrar a Nossa Senhora, a mãe de Deus, todo o ano que se inicia. Essa festa coroa a Oitava de Natal falando de Maria como Mãe, porque o mistério da Encarnação aconteceu a partir do Sim sincero, profundo, e convicto de Nossa Senhora”. Como viver a Oitava de NatalO sacerdote salienta que o período da Oitava de Natal, além de repleto de celebrações litúrgicas, pode e deve ser vivido de forma pessoal, através da oração do terço (especialmente dos Mistérios Gozosos), e da contemplação do Mistério da Encarnação. Também é importante sinalizar a casa, com velas e luzes, como forma de demonstrar a alegria da chegada do Senhor. Também, claro, participar da Missa dentro do possível. “Mas o mais importante é entender que todos esses sinais devocionais, rituais ou litúrgicos que a gente celebra só têm sentido se acontecer o nascimento espiritual, se a gente alimentar no nosso coração, para que nasça Jesus a partir daquilo que Ele quer que nós vivamos: o amor verdadeiro, o perdão sincero, a alegria coerente com o propósito de vida cristã. As festas que a gente vive nesse tempo, tanto de Natal quanto de Ano Novo, precisam ser norteadas pelo sentido delas: Jesus”. fonte: noticias.cancaonova.com/

Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo os mistérios gozosos

1º mistério: Anuncio do Arcanjo Gabriel a Nossa SenhoraLucas 1:26-37: No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia chama Nazaré. Foi uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José, que era descendente de Davi. E o nome da virgem era Maria. O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-se, cheia de graça! O Senhor está com você”! Ouvindo isso, Maria ficou preocupada, e perguntava a si mesma o que a saudação queria dizer. O anjo disse: “Não tenha medo, Maria, porque você encontrou graça diante de Deus. Eis que você ficará grávida, terá um filho e dará a ele o nome de Jesus. Ele será grande e será chamado Filho do Altíssimo. E o Senhor dará a ele o trono de seu pai Davi, e ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó. E o seu reino não terá fim. ” Maria perguntou ao anjo: “Como vai acontecer isso, se não vivo com nenhum homem? O anjo respondeu: “O Espírito Santo virá sobre você, e o poder do Altíssimo a cobrirá com sua sombra. Por isso, o Santo que vai nascer de você será chamado Filho de Deus. Olhe a sua parenta Isabel: apesar da velhice, ela concebeu um filho. Aquela que era considerada estéril, já faz seis meses que está grávida. Para Deus nada é impossível. ” Maria disse: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. ” E o anjo a deixou. 2º mistério: Visita de nossa senhora a sua prima santa IsabelLucas 1:39-45: Naqueles dias, Maria partiu para a região montanhosa, dirigindo-se às pressas, a uma cidade da Judéia. Entrou na casa de Zacarias, e saudou Isabel. Quando Isabel ouviu a saudação de Maria, a criança se agitou no seu ventre, e Isabel ficou cheia do Espírito Santo. Com um grande grito exclamou: “Você é bendita entre as mulheres, e é bendito o fruto do seu ventre! Como posso merecer que a mãe do meu Senhor venha me visitar? Logo que a sua saudação chegou aos meus ouvidos, a criança saltou de alegria no meu ventre. Bem-aventurada aquela que acreditou, porque vai acontecer o que o Senhor lhe prometeu. ” 3º mistério: Nascimento do Menino Jesus em BelémLucas 2:1-7: Naqueles dias, o imperador Augusto publicou um decreto, ordenando o recenseamento em todo o império. Esse primeiro recenseamento foi feito quando Quirino era governador da Síria. Todos iam registrar-se, cada um na sua cidade natal. José era da família e descendência de Davi. Subiu da cidade de Nazaré, até a cidade de Davi, chamada Belém, na Judéia, para registrar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. Enquanto estavam em Belém, se completaram os dias para o parto, e Maria deu à luz o seu filho primogênito. Ela o enfaixou e o colocou na manjedoura, pois não havia lugar para eles dentro da casa. 4º mistério: Apresentação de Jesus no Templo e a purificação de Nossa Senhora5º mistério: A perda e o encontro de Jesus no Templo Por que dia 25 de dezembro?Segundo estudiosos a data de 25 de dezembro foi escolhida para a celebração do Natal na tentativa da Igreja de Roma derrubar a festa pagã do Natalis (solis) incicti, já que esta data não é o dia oficial do nascimento do Menino Jesus. O Imperador Aureliano (275 d. C.) oficializou a festa em culto ao sol, celebrada no solstício de inverno e simbolizava a vitória do sol sobre as trevas que acontecia durante todo o ano. Foi quando a Igreja visou purificar a celebração pagã, dando outro significado, o do nascimento do Salvador, como o sol, a luz dos cristãos. Fonte: formacao.cancaonova.com/

Há 50 anos, papa Francisco tornava-se sacerdote

Vida de Jorge MarioJorge Mario Bergoglio nasceu no ano de 1936, em Buenos Aires, Argentina. Era filho de um casal de emigrantes piemonteses. O pai trabalhava como contabilista, e a mãe cuidava da casa e dos cinco filhos. Foi no dia 21 de setembro de 1953 que o publicano converte-se durante uma profunda confissão. Entrou no seminário de Villa Devoto em 1958 e começou o noviciado na Ordem dos Jesuítas. Dois anos depois se formou em Filosofia no Colégio Máximo São José, em San Miguel. Em 1969 foi ordenado sacerdote, e depois em 1992 recebeu o papel de ser bispo. Em 1986 concluiu o doutorado na Alemanha. Doze anos mais tarde, torna-se arcebispo de Buenos Aires. Abraça o título de cardeal-presbítero de São Roberto Bellarmino presidido por João Paulo II. Na Santa Sé foi Membro da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, da Congregação para o Clero, da Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica; do Pontifício Conselho para a Família e da Pontifícia Comissão para a América Latina. Papado Assumiu depois da renúncia do Papa Bento XVI. Era 2013 quando a Igreja Católica teve pela primeira vez um papa latino-americano, homem de imenso apreço pelos pobres, por isso da escolha do nome Francisco, em referência a São Francisco de Assis que se despojou de todos os bens para servir a Deus. Hoje, 13 de dezembro de 2019, o papa Francisco comemora o Jubileu de Ouro, 50 anos a serviço da Igreja.   Fontes: noticias.cancaonova.com/especiais/;  vaticannews.va/pt/papa/news/

Admirável sinal: Carta Apostólica do Papa sobre o presépio

Leia na íntegra a nova Carta Apostólica do Papa Francisco: "Admirabile signum". CARTA APOSTÓLICA ADMIRABILE SIGNUM DO SANTO PADRE FRANCISCO SOBRE O SIGNIFICADO E VALOR DO PRESÉPIO 1. O SINAL ADMIRÁVEL do Presépio, muito amado pelo povo cristão, não cessa de suscitar maravilha e enlevo. Representar o acontecimento da natividade de Jesus equivale a anunciar, com simplicidade e alegria, o mistério da encarnação do Filho de Deus. De facto, o Presépio é como um Evangelho vivo que transvaza das páginas da Sagrada Escritura. Ao mesmo tempo que contemplamos a representação do Natal, somos convidados a colocar-nos espiritualmente a caminho, atraídos pela humildade d’Aquele que Se fez homem a fim de Se encontrar com todo o homem, e a descobrirmos que nos ama tanto, que Se uniu a nós para podermos, também nós, unir-nos a Ele. Com esta Carta, quero apoiar a tradição bonita das nossas famílias prepararem o Presépio, nos dias que antecedem o Natal, e também o costume de o armarem nos lugares de trabalho, nas escolas, nos hospitais, nos estabelecimentos prisionais, nas praças… Trata-se verdadeiramente dum exercício de imaginação criativa, que recorre aos mais variados materiais para produzir, em miniatura, obras-primas de beleza. Aprende-se em criança, quando o pai e a mãe, juntamente com os avós, transmitem este gracioso costume, que encerra uma rica espiritualidade popular. Almejo que esta prática nunca desapareça; mais, espero que a mesma, onde porventura tenha caído em desuso, se possa redescobrir e revitalizar. 2. A origem do Presépio fica-se a dever, antes de mais nada, a alguns pormenores do nascimento de Jesus em Belém, referidos no Evangelho. O evangelista Lucas limita-se a dizer que, tendo-se completado os dias de Maria dar à luz, «teve o seu filho primogénito, que envolveu em panos e recostou numa manjedoura, por não haver lugar para eles na hospedaria» (2, 7). Jesus é colocado numa manjedoura, que, em latim, se diz praesepium, donde vem a nossa palavra presépio. Ao entrar neste mundo, o Filho de Deus encontra lugar onde os animais vão comer. A palha torna-se a primeira enxerga para Aquele que Se há de revelar como «o pão vivo, o que desceu do céu» (Jo 6, 51). Uma simbologia, que já Santo Agostinho, a par doutros Padres da Igreja, tinha entrevisto quando escreveu: «Deitado numa manjedoura, torna-Se nosso alimento».[1] Na realidade, o Presépio inclui vários mistérios da vida de Jesus, fazendo-os aparecer familiares à nossa vida diária. Passemos agora à origem do Presépio, tal como nós o entendemos. A mente leva-nos a Gréccio, na Valada de Rieti; aqui se deteve São Francisco, provavelmente quando vinha de Roma onde recebera, do Papa Honório III, a aprovação da sua Regra em 29 de novembro de 1223. Aquelas grutas, depois da sua viagem à Terra Santa, faziam-lhe lembrar de modo particular a paisagem de Belém. E é possível que, em Roma, o «Poverello» de Assis tenha ficado encantado com os mosaicos, na Basílica de Santa Maria Maior, que representam a natividade de Jesus e se encontram perto do lugar onde, segundo uma antiga tradição, se conservam precisamente as tábuas da manjedoura. As Fontes Franciscanas narram, de forma detalhada, o que aconteceu em Gréccio. Quinze dias antes do Natal, Francisco chamou João, um homem daquela terra, para lhe pedir que o ajudasse a concretizar um desejo: «Quero representar o Menino nascido em Belém, para de algum modo ver com os olhos do corpo os incómodos que Ele padeceu pela falta das coisas necessárias a um recém-nascido, tendo sido reclinado na palha duma manjedoura, entre o boi e o burro».[2] Mal acabara de o ouvir, o fiel amigo foi preparar, no lugar designado, tudo o que era necessário segundo o desejo do Santo. No dia 25 de dezembro, chegaram a Gréccio muitos frades, vindos de vários lados, e também homens e mulheres das casas da região, trazendo flores e tochas para iluminar aquela noite santa. Francisco, ao chegar, encontrou a manjedoura com palha, o boi e o burro. À vista da representação do Natal, as pessoas lá reunidas manifestaram uma alegria indescritível, como nunca tinham sentido antes. Depois o sacerdote celebrou solenemente a Eucaristia sobre a manjedoura, mostrando também deste modo a ligação que existe entre a Encarnação do Filho de Deus e a Eucaristia. Em Gréccio, naquela ocasião, não havia figuras: o Presépio foi formado e vivido pelos que estavam presentes.[3] Assim nasce a nossa tradição: todos à volta da gruta e repletos de alegria, sem qualquer distância entre o acontecimento que se realiza e as pessoas que participam no mistério. O primeiro biógrafo de São Francisco, Tomás de Celano, lembra que naquela noite, à simples e comovente representação se veio juntar o dom duma visão maravilhosa: um dos presentes viu que jazia na manjedoura o próprio Menino Jesus. Daquele Presépio do Natal de 1223, «todos voltaram para suas casas cheios de inefável alegria»[4]. 3. Com a simplicidade daquele sinal, São Francisco realizou uma grande obra de evangelização. O seu ensinamento penetrou no coração dos cristãos, permanecendo até aos nossos dias como uma forma genuína de repropor, com simplicidade, a beleza da nossa fé. Aliás, o próprio lugar onde se realizou o primeiro Presépio sugere e suscita estes sentimentos. Gréccio torna-se um refúgio para a alma que se esconde na rocha, deixando-se envolver pelo silêncio. Por que motivo suscita o Presépio tanto enlevo e nos comove? Antes de mais nada, porque manifesta a ternura de Deus. Ele, o Criador do universo, abaixa-Se até à nossa pequenez. O dom da vida, sempre misterioso para nós, fascina-nos ainda mais ao vermos que Aquele que nasceu de Maria é a fonte e o sustento de toda a vida. Em Jesus, o Pai deu-nos um irmão, que vem procurar-nos quando estamos desorientados e perdemos o rumo, e um amigo fiel, que está sempre ao nosso lado; deu-nos o seu Filho, que nos perdoa e levanta do pecado. Armar o Presépio em nossas casas ajuda-nos a reviver a história sucedida em Belém. Naturalmente os Evangelhos continuam a ser a fonte, que nos permite conhecer e meditar aquele Acontecimento; mas, a sua representação no Presépio ajuda a imaginar as várias cenas, estimula os afetos, convida a sentir-nos envolvidos na história da salvação, contemporâneos daquele evento que se torna vivo e atual nos mais variados contextos históricos e culturais. De modo particular, desde a sua origem franciscana, o Presépio é um convite a «sentir», a «tocar» a pobreza que escolheu, para Si mesmo, o Filho de Deus na sua encarnação, tornando-se assim, implicitamente, um apelo para O seguirmos pelo caminho da humildade, da pobreza, do despojamento, que parte da manjedoura de Belém e leva até à Cruz, e um apelo ainda a encontrá-Lo e servi-Lo, com misericórdia, nos irmãos e irmãs mais necessitados (cf. Mt 25, 31-46). 4. Gostava agora de repassar os vários sinais do Presépio para apreendermos o significado que encerram. Em primeiro lugar, representamos o céu estrelado na escuridão e no silêncio da noite. Fazemo-lo não apenas para ser fiéis às narrações do Evangelho, mas também pelo significado que possui. Pensemos nas vezes sem conta que a noite envolve a nossa vida. Pois bem, mesmo em tais momentos, Deus não nos deixa sozinhos, mas faz-Se presente para dar resposta às questões decisivas sobre o sentido da nossa existência: Quem sou eu? Donde venho? Por que nasci neste tempo? Por que amo? Por que sofro? Por que hei de morrer? Foi para dar uma resposta a estas questões que Deus Se fez homem. A sua proximidade traz luz onde há escuridão, e ilumina a quantos atravessam as trevas do sofrimento (cf. Lc 1, 79). Merecem também uma referência as paisagens que fazem parte do Presépio; muitas vezes aparecem representadas as ruínas de casas e palácios antigos que, nalguns casos, substituem a gruta de Belém tornando-se a habitação da Sagrada Família. Parece que estas ruínas se inspiram na Legenda Áurea, do dominicano Jacopo de Varazze (século XIII), onde se refere a crença pagã segundo a qual o templo da Paz, em Roma, iria desabar quando desse à luz uma Virgem. Aquelas ruínas são sinal visível sobretudo da humanidade decaída, de tudo aquilo que cai em ruína, que se corrompe e definha. Este cenário diz que Jesus é a novidade no meio dum mundo velho, e veio para curar e reconstruir, para reconduzir a nossa vida e o mundo ao seu esplendor originário. 5. Uma grande emoção se deveria apoderar de nós, ao colocarmos no Presépio as montanhas, os riachos, as ovelhas e os pastores! Pois assim lembramos, como preanunciaram os profetas, que toda a criação participa na festa da vinda do Messias. Os anjos e a estrela-cometa são o sinal de que também nós somos chamados a pôr-nos a caminho para ir até à gruta adorar o Senhor. «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer» (Lc 2, 15): assim falam os pastores, depois do anúncio que os anjos lhes fizeram. É um ensinamento muito belo, que nos é dado na simplicidade da descrição. Ao contrário de tanta gente ocupada a fazer muitas outras coisas, os pastores tornam-se as primeiras testemunhas do essencial, isto é, da salvação que nos é oferecida. São os mais humildes e os mais pobres que sabem acolher o acontecimento da Encarnação. A Deus, que vem ao nosso encontro no Menino Jesus, os pastores respondem, pondo-se a caminho rumo a Ele, para um encontro de amor e de grata admiração. É precisamente este encontro entre Deus e os seus filhos, graças a Jesus, que dá vida à nossa religião e constitui a sua beleza singular, que transparece de modo particular no Presépio. 6. Nos nossos Presépios, costumamos colocar muitas figuras simbólicas. Em primeiro lugar, as de mendigos e pessoas que não conhecem outra abundância a não ser a do coração. Também estas figuras estão próximas do Menino Jesus de pleno direito, sem que ninguém possa expulsá-las ou afastá-las dum berço de tal modo improvisado que os pobres, ao seu redor, não destoam absolutamente. Antes, os pobres são os privilegiados deste mistério e, muitas vezes, aqueles que melhor conseguem reconhecer a presença de Deus no meio de nós. No Presépio, os pobres e os simples lembram-nos que Deus Se faz homem para aqueles que mais sentem a necessidade do seu amor e pedem a sua proximidade. Jesus, «manso e humilde de coração» (Mt 11, 29), nasceu pobre, levou uma vida simples, para nos ensinar a identificar e a viver do essencial. Do Presépio surge, clara, a mensagem de que não podemos deixar-nos iludir pela riqueza e por tantas propostas efémeras de felicidade. Como pano de fundo, aparece o palácio de Herodes, fechado, surdo ao jubiloso anúncio. Nascendo no Presépio, o próprio Deus dá início à única verdadeira revolução que dá esperança e dignidade aos deserdados, aos marginalizados: a revolução do amor, a revolução da ternura. Do Presépio, com meiga força, Jesus proclama o apelo à partilha com os últimos como estrada para um mundo mais humano e fraterno, onde ninguém seja excluído e marginalizado. Muitas vezes, as crianças (mas os adultos também!) gostam de acrescentar, no Presépio, outras figuras que parecem não ter qualquer relação com as narrações do Evangelho. Contudo esta imaginação pretende expressar que, neste mundo novo inaugurado por Jesus, há espaço para tudo o que é humano e para toda a criatura. Do pastor ao ferreiro, do padeiro aos músicos, das mulheres com a bilha de água ao ombro às crianças que brincam… tudo isso representa a santidade do dia a dia, a alegria de realizar de modo extraordinário as coisas de todos os dias, quando Jesus partilha connosco a sua vida divina. 7. A pouco e pouco, o Presépio leva-nos à gruta, onde encontramos as figuras de Maria e de José. Maria é uma mãe que contempla o seu Menino e O mostra a quantos vêm visitá-Lo. A sua figura faz pensar no grande mistério que envolveu esta jovem, quando Deus bateu à porta do seu coração imaculado. Ao anúncio do anjo que Lhe pedia para Se tornar a mãe de Deus, Maria responde com obediência plena e total. As suas palavras – «eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38) – são, para todos nós, o testemunho do modo como abandonar-se, na fé, à vontade de Deus. Com aquele «sim», Maria tornava-Se mãe do Filho de Deus, sem perder – antes, graças a Ele, consagrando – a sua virgindade. N’Ela, vemos a Mãe de Deus que não guarda o seu Filho só para Si mesma, mas pede a todos que obedeçam à palavra d’Ele e a ponham em prática (cf. Jo 2, 5). Ao lado de Maria, em atitude de quem protege o Menino e sua mãe, está São José. Geralmente, é representado com o bordão na mão e, por vezes, também segurando um lampião. São José desempenha um papel muito importante na vida de Jesus e Maria. É o guardião que nunca se cansa de proteger a sua família. Quando Deus o avisar da ameaça de Herodes, não hesitará a pôr-se em viagem emigrando para o Egito (cf. Mt 2, 13-15). E depois, passado o perigo, reconduzirá a família para Nazaré, onde será o primeiro educador de Jesus, na sua infância e adolescência. José trazia no coração o grande mistério que envolvia Maria, sua esposa, e Jesus; homem justo que era, sempre se entregou à vontade de Deus e pô-la em prática. 8. O coração do Presépio começa a palpitar, quando colocamos lá, no Natal, a figura do Menino Jesus. Assim Se nos apresenta Deus, num menino, para fazer-Se acolher nos nossos braços. Naquela fraqueza e fragilidade, esconde o seu poder que tudo cria e transforma. Parece impossível, mas é assim: em Jesus, Deus foi criança e, nesta condição, quis revelar a grandeza do seu amor, que se manifesta num sorriso e nas suas mãos estendidas para quem quer que seja. O nascimento duma criança suscita alegria e encanto, porque nos coloca perante o grande mistério da vida. Quando vemos brilhar os olhos dos jovens esposos diante do seu filho recém-nascido, compreendemos os sentimentos de Maria e José que, olhando o Menino Jesus, entreviam a presença de Deus na sua vida. «De facto, a vida manifestou-se» (1 Jo 1, 2): assim o apóstolo João resume o mistério da Encarnação. O Presépio faz-nos ver, faz-nos tocar este acontecimento único e extraordinário que mudou o curso da história e a partir do qual também se contam os anos, antes e depois do nascimento de Cristo. O modo de agir de Deus quase cria vertigens, pois parece impossível que Ele renuncie à sua glória para Se fazer homem como nós. Que surpresa ver Deus adotar os nossos próprios comportamentos: dorme, mama ao peito da mãe, chora e brinca, como todas as crianças. Como sempre, Deus gera perplexidade, é imprevisível, aparece continuamente fora dos nossos esquemas. Assim o Presépio, ao mesmo tempo que nos mostra Deus tal como entrou no mundo, desafia-nos a imaginar a nossa vida inserida na de Deus; convida a tornar-nos seus discípulos, se quisermos alcançar o sentido último da vida. 9. Quando se aproxima a festa da Epifania, colocam-se no Presépio as três figuras dos Reis Magos. Tendo observado a estrela, aqueles sábios e ricos senhores do Oriente puseram-se a caminho rumo a Belém para conhecer Jesus e oferecer-Lhe de presente ouro, incenso e mirra. Estes presentes têm também um significado alegórico: o ouro honra a realeza de Jesus; o incenso, a sua divindade; a mirra, a sua humanidade sagrada que experimentará a morte e a sepultura. Ao fixarmos esta cena no Presépio, somos chamados a refletir sobre a responsabilidade que cada cristão tem de ser evangelizador. Cada um de nós torna-se portador da Boa-Nova para as pessoas que encontra, testemunhando a alegria de ter conhecido Jesus e o seu amor; e fá-lo com ações concretas de misericórdia. Os Magos ensinam que se pode partir de muito longe para chegar a Cristo: são homens ricos, estrangeiros sábios, sedentos de infinito, que saem para uma viagem longa e perigosa e que os leva até Belém (cf. Mt 2, 1-12). À vista do Menino Rei, invade-os uma grande alegria. Não se deixam escandalizar pela pobreza do ambiente; não hesitam em pôr-se de joelhos e adorá-Lo. Diante d’Ele compreendem que Deus, tal como regula com soberana sabedoria o curso dos astros, assim também guia o curso da história, derrubando os poderosos e exaltando os humildes. E de certeza, quando regressaram ao seu país, falaram deste encontro surpreendente com o Messias, inaugurando a viagem do Evangelho entre os gentios. 10. Diante do Presépio, a mente corre de bom grado aos tempos em que se era criança e se esperava, com impaciência, o tempo para começar a construí-lo. Estas recordações induzem-nos a tomar consciência sempre de novo do grande dom que nos foi feito, transmitindo-nos a fé; e ao mesmo tempo, fazem-nos sentir o dever e a alegria de comunicar a mesma experiência aos filhos e netos. Não é importante a forma como se arma o Presépio; pode ser sempre igual ou modificá-la cada ano. O que conta, é que fale à nossa vida. Por todo o lado e na forma que for, o Presépio narra o amor de Deus, o Deus que Se fez menino para nos dizer quão próximo está de cada ser humano, independentemente da condição em que este se encontre. Queridos irmãos e irmãs, o Presépio faz parte do suave e exigente processo de transmissão da fé. A partir da infância e, depois, em cada idade da vida, educa-nos para contemplar Jesus, sentir o amor de Deus por nós, sentir e acreditar que Deus está connosco e nós estamos com Ele, todos filhos e irmãos graças àquele Menino Filho de Deus e da Virgem Maria. E educa para sentir que nisto está a felicidade. Na escola de São Francisco, abramos o coração a esta graça simples, deixemos que do encanto nasça uma prece humilde: o nosso «obrigado» a Deus, que tudo quis partilhar connosco para nunca nos deixar sozinhos. Dado em Gréccio, no Santuário do Presépio, a 1 de dezembro de 2019, sétimo do meu pontificado. [Franciscus] [1] Santo Agostinho, Sermão 189, 4.[2] Fontes Franciscanas, 468.[3] Cf. Tomás de Celano, Vita Prima, 85: Fontes Franciscanas, 469.[4] Ibid., 86: o. c., 470. Fonte: vaticannews.va/pt/