Homilia do Frei Nasareno: Alegremo-nos e exultemo-nos, porque grande será a nossa recompensa no Céu!

Mensagem Litúrgica da Santa Missa de 4 de novembro de 2018. Primeira Leitura (Ap 7,2-4.9-14), Responsório (Sl 23), Segunda Leitura (1Jo 3,1-3), e Evangelho (Mt 5,1-12)

 A mensagem litúrgica da Santa Missa celebrada por Frei Nasareno nos faz refletir sobre o que é de fato a santidade para nós, cristãos. O sacerdote inicia motivando os fiéis a registrarem cada acontecimento da comunidade do Noroeste. Esclarece que só conhecemos os santos porque nos foi relatado a vida de cada um deles. No Noroeste, nasce uma comunidade cristã. “Não sabemos se chegaremos aos altares, mas sabemos que somos a base daqueles que virão e que construirão sua história de fé a partir daquilo que nós vivemos hoje”, explica Frei Nasareno.

Nós admiramos os Santos, porque deles percebemos a fonte de santidade que é Deus. A santidade não brota da capacidade das pessoas que chegaram ao heroísmo. Para sermos santos, precisamos nos reconhecer como pecadores, assim nos ensina São João Paulo II. Tem gente que quer ser santo, mas só é religioso. Não sabe ser santo no tato e no agir com as pessoas. Para sermos santos, primeiramente, precisamos aprender a ser gente! É preciso ser gente, ser humano e reconhecer nossas limitações, deixando o Senhor nos purificar. Não só fazendo o rito externo, “purificando as mãos”, como um gesto farisaico, mas possuindo mãos limpas e coração puro. Todo aquele que não pratica crimes, que luta conta o mal, possui mãos impas.

Não podemos nos esquecer que Deus nos permite a plenitude da Sua misericórdia, pois nos eleva ao Seu Amor, mesmo com nossas falhas. E quando tomamos posse desse Amor, passamos a resplandecê-lo, agindo da mesma maneira com os irmãos. Precisamos nos lembrar, também, que em tudo há a Santidade do Senhor. Em todas as coisas criadas por Ele, povos, nações e na natureza exala a Santidade do nosso Deus, e, em todas as Suas coisas, precisamos contemplá-Lo.

Os Santos viveram a radicalidade do Batismo, alvejando suas vestes no Sangue de Cristo. O sangue de Cristo nos alveja, purifica-nos e transforma-nos. Esse é o Mistério Pascal! Busquemos a santidade em Cristo, partindo Dele. Não se busca a santidade partindo de seus próprios interesses e caprichos.

Há muita gente revestida de santidade, mas de coração vazio.  Quantas pastorais na Igreja sem alma, onde são atribuídos projetos pessoais e onde se esquece que não são somente mãos humanas que fazem a obra!  Precisamos chegar ao equilíbrio! Evitar exageros! Nosso Papa Francisco nos adverte sobre a comodidade na vida espiritual: “não nos acostumemos com uma vida medíocre, superficial e indecisa”. Precisamos decidir o caminho a seguir e jamais permanecermos em cima do muro. Ou santos ou nada! A vida do homem na Terra é uma luta, mas, vale à pena lutar!

A Igreja acredita na salvação por meio da observância dos santos. Eles continuam mantendo laços de amor e comunhão conosco. Porém, não basta dar um “viva”aos santos, é necessário se lançar, lembrando-se sempre das bem-aventuranças. Elas são, na verdade, a carteira de identidade do cristão.

E por que não lembrarmos das pessoas que ainda não foram canonizadas, como nossos pais que nos educaram, os garis que limpam nossa sujeira nas ruas, o padre que vive a castidade num mundo sensualizado como o nosso e a mãe que suporta o adultério no casamento? Notemos que por vários caminhos podemos chegar à santidade, cada qual em seu estado de vida. Quantos de nós temos que suportar situações de injustiça em nosso dia a dia? Alegremo-nos e exultemo-nos, porque grande será a nossa recompensa no Céu!

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