Homilia Dom Valdir Mamede: Deus é amor, e quem ama n’Ele permanece!

No ultimo 15 de novembro, o Vicariato Norte da Arquidiocese de Brasília celebrou, no Santuário São Francisco de Assis, o encerramento do Ano Nacional do Laicato. Primeira Leitura (Fm 7-20), Responsório (Sl 145) e Evangelho (Lc 17,20-25).

Comunidades das paróquias do Vicariato Norte, representadas por seus párocos, juntamente com Dom Valdir Mamede, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Brasília responsável pelo setor, Padre Cristiano José Soares Sanches, coordenador das Pastorais do Vicariato, e com o Pároco do Santuário São Francisco de Assis, Frei Rafael Normando (OFMConv.), celebraram o encerramento do Ano Nacional do Laicato. Os vigários do Santuário, Frei João Batista (OFMConv.), e Frei José Nasareno (OFMConv.), durante a celebração, atenderam à comunidade por meio do sacramento da confissão. A solenidade encerrou em si uma orientação do Papa Francisco, para que celebrássemos aqueles que, enquanto unidade e sem a distinção dos cargos episcopais, tem a missão de levar a Igreja para suas famílias, suas comunidades, seus convívios, não encerra em si essa providência: de “o leigo, enquanto batizado, que assume a sua missão, porque sabe-se, ele próprio, testemunha com a qual o Senhor quer contar para que o anúncio da unidade tenha lugar”, como Dom Valdir explicou durante sua homilia.

O Bispo falou sobre a responsabilidade de todos nós de dar testemunho de Deus em toda a nossa vida. Como nos lembra a Primeira Leitura, em que somos lembrados da autoridade dEle com a mensagem sobre nos irmanarmos numa única condição, reconstruindo a imagem do Cristo e reconhecendo que na diversidade todos são chamados a compor uma unidade. Essa foi a constatação do apóstolo Paulo, que todos somos detentores de uma igual dignidade. E essa foi a proposta do Ano do Laicato, o resgate da dignidade daqueles que não possuem um título de sacerdote, bispo ou cardeal, diáconos, ministros ordenados, os leigos, cuja nomenclatura nem sempre é compreendida pela sociedade ocidental. Lembrou Dom Valdir, “precisamos ser testemunhos vivos nesses dias que se fazem difíceis… O batismo nos faz, a todos, fundamentalmente iguais, ainda que na funcionalidade nós possamos nos aperceber nas diferenças encontradas no corpo dos eleitos”, declarou o Bispo. O leigo não é aquele que não sabe, mas sim aquele que na sua ciência e competência faz anúncio, oferecendo testemunho de qualidade, em muitos ambientes, aonde a clerigatura não pode estar presente.

O Evangelho também reforça esse modelo, sobre o momento em que chegaria o Reino de Deus. Pois o Reino não está aqui ou ali, mas sim, já está entre nós, e por isso precisa do nosso testemunho, o que faz do ministério laical algo de extrema importância. Assim como o raio perpassa por todo o céu, e resplandece, precisamos, cada um de nós, também, resplandecer e fazer diferença. E nesses tempos difíceis, de contra testemunhos, que possamos nos lembrar do nosso Responsório, que nos diz: “Feliz é quem se apoia no Deus de Jacó!”, e sejamos felizes, como leigos, apoiados em Nosso Senhor Jesus Cristo. E perseveremos em fidelidade, em oração, no dia em que celebramos uma data tão importante, a da Proclamação da República, pedindo que o nosso Brasil, que em sua origem foi batizado de Terra de Santa Cruz, retome essas origens e se apoie em Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo, em sua Santíssima Trindade. Seremos, assim, povo feliz, tendo o Senhor como nosso Deus. Que Brasília, nossa querida cidade, também possa se apoiar aos pés da Santa Cruz.

Dom Valdir encerrou a homilia agradecendo à comunidade leiga, em específico aos trabalhos das Pastorais, que segundo ele, exercem poder de atração, fazendo da proposta de anúncio de que o Reino já está entre nós, realidade.

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