Homilia Frei Nasareno: Vem e Segue-me!

Mensagem litúrgica do 32o Domingo do Tempo Comum, da Santa Missa das 19h, com Frei José Nasareno. Primeira Leitura (1Rs 17, 10-16), Responsório (Sl 145-146), Segunda Leitura (Hb 9,24-28), e Evangelho (Mc 12, 38-44).

Novembro é o mês das reflexões sobre os Novíssimos do homem: Morte, Juízo, Inferno e Paraíso, e hoje celebramos a abertura da 32a semana do Tempo Comum, que significa aprender com o mestre, Cristo Jesus. A Santa Igreja continua a lição do mestre, ensinar e seguir a Jesus Cristo: Ide e ensinai, é a missão da Igreja. A escola do discipulado de Jesus nos dia que devemos trilhar novos caminhos e aprender a vida cristã que nos diz, “vem e segue-me!”.

O Senhor quer nos dizer que faz justiça aos pobres. Só um coração despojado torna-se disponível com dedicação ao serviço de Deus. O Senhor virá sempre em auxílio para aquele que O serve. O profeta anuncia a missão que cabe a cada um de nós. Deus nos responde através dos profetas que Sua Palavra será cumprida para aquele que se desapega, se despoja, e faz o que Ele nos manda. Temos muitos motivos para agradecer e glorificar a Deus, e precisamos saber agradecer, mesmo que tenhamos pouca farinha e azeite. O Senhor é para sempre fiel, faz justiça aos oprimidos, alimenta os cativos e ama aos justos. A nossa alma agradece ao Senhor, e Ele jamais nos abandonará, pois somos Seus filhos!

Reflitamos sobre os três aspectos de ser Santuário: A referência à Basílica de São João de Latrão, mãe de todas as Igrejas, festejada na sexta próxima-passada, deve permitir que entendamos a importância de ser templo. Cristo é a nossa vida e salvação. O grande Santuário é o próprio Senhor. Devemos tirar de nossa mente as doutrinas estranhas, pois morremos somente uma vez. O sacrifício da cruz deve ser perpetuado no sacrifício do mistério Eucarístico. Devemos crer na vida eterna que Ele virá para julgar os vivos e os mortos, condenará os injustos ao inferno, e aos justos trará a vida eterna, e devemos cuidar do nosso corpo, que é o templo santo de Deus, mistério da ressurreição, nosso culto a Deus e o esvaziamento do nosso eu, de nossas posses e condições, de nossa soberba e orgulho. E como na oferta da pobre viúva, que ofereceu tudo o que tinha, que possamos exercer o desapego, sem arrogância. Muitas vezes estamos atolados nos apegos e não vemos que não pagamos pelos sacramentos, missas, batismos, mas sim pela manutenção da Igreja. Não se faz comércio com o templo, com Deus, mas damos a nós mesmos a oferta do próprio coração, que é culto agradável a Deus.

O que torna a Igreja bela é a nossa conduta, nossa santidade, sem discursos falaciosos. Que possamos entregar nossa vida e tudo o que somos diante de Deus, assim como nos prega o evangelho.

 

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