Pai Eterno, também somos Teus filhos

Uma iniciativa da Milícia da Imaculada (MI), setor norte, a I Romaria ao Santuário Divino Pai Eterno leva a comunidade franciscana para uma das maiores festas religiosas da região Centro Oeste, a “Festa em Louvor ao Divino Pai Eterno”, edição 2018.

Por Letícia Oliveira

Os romeiros franciscanos vieram para o segundo dia de umas das mais tradicionais festas do País em homenagem à fé Católica. Dos dias 22 de junho até o dia 1 de julho de 2018, a cidade goiana de Trindade torna-se um centro de oração e devoção a Nosso Senhor Jesus Cristo, o Divino Pai Eterno, e nessa edição não parece que será diferente, pois já nesse dia 23, Trindade estava fervendo, e os romeiros de todos os cantos do Brasil não paravam de chegar, para agradecer, para pedir, para ver os testemunhos de fé, e para a realização da Novena em Louvor ao Divino Pai Eterno. E saíram dois ônibus praticamente lotados do Santuário São Francisco de Assis às 6 horas da manhã para a Romaria.

O evento foi uma solicitação do coordenador da MI Asa Norte, Martello, que nos contou, “no início do ano, senti uma forte inclinação de que o Santuário precisava realizar essa Romaria, e pedi ao Frei Fabrício Francisco Nogueira (OFMConv.), então Pároco, que prontamente me autorizou a fazer tudo o que fosse necessário para que tivéssemos essa forte experiência de oração, e começamos a divulgar o evento. E mesmo com o afastamento de Frei Fabrício, não sossegamos, e como Frei Bernardo Vitório (OFMConv.), então Administrador Paroquial, também abraçou o projeto com tudo, e veio conosco dirigir mais essa oportunidade de espiritualização da comunidade do Santuário, o resultado foi o que os próprios romeiros mesmos poderão contar”, declarou Martello.

A primeira parada da caravana foi o Café da Manhã, por volta das 8 horas da manhã, na metade do caminho, em Abadiânia. A empolgação nos olhos de todos era nítida. Frei Bernardo veio no Ônibus 1, orando e empolgando o pessoal, com os cânticos do livreto preparado para os romeiros, que também tinha explicações sobre o “sentido de uma romaria” e as orações que deveriam ser feitas pelo caminho, como a Consagração Cotidiana da MI à Nossa Senhora, o Terço, a Coroação de Nossa Senhora como Rainha dos Céus e da Terra e a Ladainha de Nossa Senhora. No Ônibus 1, Frei Bernardo conduziu, ainda, o Ofício das Horas e o Ofício da Imaculada Conceição, e também cantou o grande hino nordestino, “Asa Branca”.

A segunda parada aconteceu por volta das 10h40, no Km 4 após o trevo ponto de partida dos que realizam a Romaria a pé, na capital de Goiás, Goiânia, que fica a 18km de Trindade. Nesse trecho, nove romeiros desceram do ônibus e encaram a maratona com uma alegria que nem se podia imaginar, dado o calor, e o percurso que assusta a muitos. Graça Luongo, Ana Luísa Brasileiro Vanderlei Rodrigues da Costa, Aide Pacheco, Cleni Maria Neves, Cida Moura, Karla Barbosa, Kleber Gouveia, Monise Ribeiro, e Érica Castro, nossos maratonistas da oração. Graça Luongo, sempre representando a Capela Santo Antônio de Pádua, comunidade franciscana no Noroeste, declarou ter vivido uma experiência linda ao encontro do Divino Pai Eterno, “mesmo com o sol forte, caminhamos em ritmo intenso das 11h às 14h30, e uma grande emoção nos invadiu, rezamos, louvamos, agradecemos, cantamos invocamos o amor de Deus para nossas famílias, amigos, necessitados, e em especial, pela Capela Santo Antônio de Pádua”, contou Graça. De longe, Aninha era a mais empolgada e feliz, “fiz o percurso caminhando pelo meu pai, que está na UTI, e sempre quis fazer essa Romaria, e é cansativo sim, mas dá para fazer, e fomos rezando, os mistérios gozosos, luminosos e gloriosos do Santo Terço, e também o Terço da Providência e o Terço da Misericórdia. Caminho da Fé percorrido, papai estava junto comigo trago ele sempre no coração”, falava com um sorriso no rosto. Cleni e Cida destacaram a excelente organização da equipe de apoio, que “a toda hora entregam frutas, distribuem água, leite com canela, não gastamos nada no percurso, e tudo é muito bem sinalizado, não tivemos nenhum problema para chegar aqui (na Basílica) em segurança”, comentaram.

Os demais romeiros seguiram no ônibus, e houve outra parada por volta das 11 horas, onde mais alguns romeiros desceram no km 15 do percurso, que fica na entrada da cidade, para seguir com a Romaria também a pé com o mundo de gente que não parava de atravessar o portal de Trindade. A partir daí, como a programação foi livre, os romeiros se dispersaram e tinham como sugestão, além da visita à própria Basílica, a visita À Vila São Catalengo, que trata de pessoas especiais, a visita à Igreja do Padre Pelágio, o local da construção do novo Santuário, e a caminhada pelas barracas, uma grande feira aberta, que vende muitos artigos religiosos como terços, imagens, camisetas, lembranças de Trindade e do Divino Pai Eterno, mas não é apenas isso: tem roupas infantis, femininas e masculinas, calçados, acessórios, brinquedos, artigos para a casa em geral, muita comida e petiscos variados e cosméticos. Ou seja, um lugar onde o romeiro encontra praticamente tudo. Fácil sair de sacola cheia

O reencontro do pessoal foi marcado para a Novena e Santa Missa com o Pe. Robson de Oliveira, do Santuário Divino Pai Eterno, às 17h30 que fez uma celebração emocionante. Houve exposição do Santíssimo e momentos de Adoração antecedendo a Novena de Louvor ao Divino Pai Eterno. Durante a Homilia, Pe. Robson ressaltou a importância de crermos em Deus como Divino e Eterno Pai, como Aquele que, mesmo não desejando que seus filhos o abandonem, não os prende nem escraviza, e, assim como o na parábola do Filho Pródigo, quando o filho retorna depois de tanto mau uso dos bens do pai, receberá os que se desviaram do caminho com sandálias novas e anel no dedo. Uma importante reflexão para quem não se sente filho de Deus, uma declaração que será a base de toda a Romaria 2018, “Deus nos ama, Ele quer e nós precisamos permitir que ele seja nosso Divino e Eterno Pai”, disse Pe. Robson em um trecho do sermão.

Entre os depoimentos dos romeiros franciscanos, destaque para o de Silvana Castro, que se emocionou com tudo e especialmente com a Sala de Milagres da Basílica, “quando vi a cruz do romeiro que, mesmo com trombose nos pés, foi de Pernambuco a Trindade, sofreu fome e humilhações, durante mais de sete anos, carregando uma cruz de mais de cinquenta quilos, mas conseguiu a cura, até chorei! E a homilia, nunca ouvi tantas verdades em minha vida, só tenho a agradecer a Deus e à Milícia pela oportunidade”, contou Silvana. Airton, um outro romeiro, também se disse orgulhoso de ser um pioneiro nessa Romaria, “estou me sentindo muito abençoado por esse momento”, declarou.

Ao final, todos, bastante cansados, mas ainda inebriados com uma belíssima celebração, e com o encantador Santuário, falavam entre si de suas diversas experiências pessoais ao longo do dia, e se confraternizaram, fizeram diversas fotos. Frei Bernardo, que voltou no Ônibus 2, fez uma avaliação da experiência, para ele, “Nós do Santuário São Francisco de Assis estamos muito felizes nessa nossa primeira Romaria à Trindade, voltamos cheios das bênçãos do Pai e de misericórdia, que possamos fazer essa Romaria outras inúmeras vezes, e brincou com os romeiros, da próxima vez, todo mundo a pé!”, e arrancou muitos sorrisos. O grupo, depois de novamente parar em Abadiânia para jantar, retornou ao Santuário São Francisco de Assis, chegando por volta da 00h do dia 24 de junho. Veja mais fotos da I Romaria ao Santuário Divino Pai Eterno.

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