Que Ele seja a nossa graça

 Mensagem litúrgica de 4 de fevereiro de 2018, Santa Missa em homenagem a São Francisco de Assis, padroeiro do Santuário, o santo que nos mostra que a vida não pode ser feita apenas de prazeres e bem-estar.

Larissa Pedroza (Pascom)

Na celebração do 5o Domingo do Tempo Comum, a mensagem litúrgica trouxe as leituras: Primeira Leitura (Jó, 7,1-4.6-7), Responsório (Sl 146), Segunda Leitura (1Cor 9,16-19.22-23), e o Evangelho (Mc 1, 29-39), nos fala sobre a cura da sogra de Pedro e traz testemunhos de grande profundidade de, Jó, de São Paulo, de São Francisco e de Jesus, e o ensinamento sobre a necessidade de lutarmos e perseverarmos para alcançarmos a graça de Deus this domain name.

Na Primeira Leitura, temos o momento de crise vivido por Jó, que tudo perdeu, a luz, a esperança e a alegria, e que só conseguia amaldiçoar sua vida diante de tanta luta e sofrimento. Nós, em nossa humanidade, cremos na fórmula “fazer o bem para receber”, contudo, na vida, quase sempre, não é assim que as coisas funcionam, quantas vezes perdemos tudo, perdemos bens, familiares, posses, dignidade, sáude… Mas mesmo na prostração devemos buscar a Deus, sem viver o dilema e o drama de que Ele premia os bons com o bem, e lutarmos, não desistirmos, pois, a luta faz parte da vitória.

Precisamos pedir forças a Deus para lutar, e sabedoria para entender, mesmo com a nossa complexidade enquanto ser humano, que Deus nos permite as dificuldades para que entendamos qual é o nosso lugar no mundo. As contrariedades, lutas, sofrimentos são do mundo, e precisamos pedir a Deus compreensão, pedir a Ele a Sua mão. Como Paulo nos ensina na Segunda Leitura, que se de fato fôssemos bons por capacidade nossa, aí sim teríamos direito a recompensa. No entanto, somos bons pela graça de Deus. Distante dele vacilamos, é Ele quem nos tira de uma realidade instintiva e nos lança para a espiritualidade. Os santos são santos porque nunca pediram recompensa por suas boas ações. Nós, em nossa humanidade, frágeis que somos, barganhamos religiosidade em troca de favorecimentos, de pedidos. Vamos à missa para que tenhamos uma boa semana, oramos para alcançar determinada cura, ou graça, enfim, a busca pela santidade se faz na compreensão de que não somos detentores dos nossos destinos, que é justo e lícito pedir a Deus, mas precisamos ter a maturidade espiritual de reconhecer que tudo vem de Dele.

Temos em São Francisco uma inspiração, uma luz, que buscou tanto a graça de Deus que teve como prêmio as chagas de Cristo. São Francisco morreu com mais de dez doenças, e ainda assim deu boas vindas à irmã morte. Deu também boas vindas ao irmão fogo, quando precisou ter as vistas cauterizadas para conter um outro problema de saúde que teve. Nosso padroeiro nos ensina, assim como Jesus no Evangelho, que a vida não pode ser toda certinha, feita apenas de coisas boas. A vida tem mais sentido com Deus lutando conosco, falando conosco, e é por isso que estamos aqui. Que o Senhor nos ensine o método de vida do Espirito Santo, e que Ele seja nossa força e nossa luz!

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