Que em seu coração, as trevas não habitem

Mensagem litúrgica e homilia do 3º Domingo do Advento, Domingo da Alegria, o Senhor está na iminência de chegar!
Aline Veloso (Pascom)

O tom da mensagem litúrgica desta Santa Missa é o da alegria, pois nos lembra do testemunho de São João Batista sobre Jesus, que se recusava a ser nominado um grande profeta, mas simplesmente uma voz, a voz que grita no deserto o nome do Senhor Jesus. Grande foi o testemunho. E o evangelho de São Marcos nos apresenta o caminho, a necessidade de estarmos seguindo os passos do Senhor, andar por onde Jesus andou, escutando a palavra e os sinais.

Muitas vezes estamos com os caminhos tortuosos, passamos por colinas, montanhas e vales. Tropeçamos e caímos. Essas são as tribulações, e os vales são os vazios, a falta de sentido, de coragem. Mas a palavra de hoje é aplainar! Todas as leituras do dia trazem isso, Isaías (Is 61, 1-2a. 10-11), o Responsório (Ct. Lc 1), São Paulo (1Ts 5, 16-24), e o Evangelho (Jo, 1, 6-8.19-28). Em especial, a passagem de São Paulo aos Tessalonicenses nos traz três conselhos: O primeiro, tenhamos contato com o Senhor e estejamos sempre alegres, deixemos o coração sempre feliz; o segundo, que possamos entrar em profunda sintonia com Deus, rezando sem cessar, falando e ouvindo o que Deus tem a nos dizer, pois Ele fala conosco todo o tempo; e o terceiro, que não apaguemos o espírito de Deus em nós, que não desprezemos a voz de Deus em nosso coração!

A oração é o combustível de todos os dias, e não podemos permitir que o nosso tanque fique vazio, senão, vêm o desânimo, as tristezas e os vazios. Precisamos colocar Deus em 1o lugar e deixar de dar tanta importância para as outras coisas. Pensemos, de onde vem e para onde vão nossas forças e motivações? Deus fala conosco, fiquem comigo o tempo inteiro, falem comigo, vocês são especiais aos meus olhos!

Dessa forma, certamente, iremos reconhecendo as bênçãos, e as pessoas, que são colocadas em nossos caminhos, bem como as graças e os livramentos, os Judas que nos fazem crescer na fé. Nessa medida, a ação de graças vem ao nosso coração, precisamos ser mais agradecidos e dar menos importância às lamúrias. Que possamos encher os nossos corações de alegria e gratidão, falhar menos, e deixar de tentar transformar o próximo. Que não sejamos agradecidos a alguém apenas quando o perdemos, mas que estendamos a mão ao outro, sendo gratos.

Alegrai-vos!

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