Que seja o Senhor, o centro das nossas vidas

Mensagem Litúrgica do 4o Domingo da Quaresma, Primeira Leitura, 2 Cr 36, 14-16.19-23, Responsório, Sl 136-137, Segunda Leitura, Ef 2, 4-10, e Evangelho, Jo 3,14-21.

Emiliana Durães (Pascom)

A mensagem litúrgica do 4o Domingo da Quaresma nos convida para olharmos para esse tempo com alegria. Para sentirmos no coração a força da salvação.

É isto que a Palavra quer dizer para nós, a partir da Primeira Leitura, em que Deus tenta nos chamar de toda forma para esta salvação. A história de Israel é um exemplo de como a salvação, para este povo, significava a liberdade desta terra. E este mesmo Deus preparou o coração de um reinado, que outrora tinha devastado uma nação, para que ele permitisse ao povo sair de uma terra de exílio e voltar para o seu local de origem, ajudando-os a construírem o templo deles, e a se reencontrarem com Deus. Imaginem se hoje nos aparecesse alguém para ajudar-nos a encontrarmos Deus? Isto não seria a salvação? Deus é concreto! A palavra salvação não é uma palavra etérea na Primeira Leitura. É uma palavra concreta que toca nos elementos mais cruciais de nossas vidas.

A Segunda Leitura também toca mais uma vez na palavra salvação. São Paulo vem nos dizer. “É pela graça que foram salvos”. Todos os esforços que o povo de Israel fazia para tentar obedecer a Lei de Deus se esmoreciam quando estes mesmo povo pecava apenas contra um mandamento, todo o esforço se esvaziava, pois esta era a Lei de Israel, a Lei do Antigo Testamento. Se fizéssemos noventa e nove coisas boas, mas uma errada, nada adiantava. E dizia a lei, não há um só justo. Do contrário, São Paulo veio nos dizer que a misericórdia de Deus é tamanha, que independente dos nossos esforços, nossa amizade com Deus está garantida. Não porque fomos bonzinhos, mas pela graça, fomos salvos. Jesus veio para reconstruir a amizade que havia sido destruída entre o homem e Deus, mediante o pecado Quando pecamos, perdemos a alegria, a intimidade com Deus. Quando pecamos nos afastamos de Deus porque nos afastamos da Luz Dele. São Paulo disse que Deus não quer esta realidade para nós.

Nesta ação misericordiosa de Deus sobre nós, em que o sangue de Cristo reata os laços quebrados pela humanidade, logo, somos chamados a retornarmos a amizade com Deus e a abraçarmos a fé em Jesus Cristo, lembrando que Ele é o centro das nossas vidas e Senhor da nossa história. Jesus é o novo vínculo entre o Céu e as nossas vidas. É isto que devemos sentir! Deus enviou o filho Dele para nossa salvação. Esta é a luz que deve nos atrair, assim como atraiu a Nicodemos, assim como fez Moisés levantar a serpente no Deserto. Assim somos capazes de entender algumas coisas que aconteceram no passado, que dão sentido à Quaresma.

Nessa premissa, deve Jesus ser Aquele para o qual olhamos nos momentos das nossas trevas, nos momentos de nossas desilusões. Ao colocarmos Deus no centro das nossas vidas, a vida se torna diferente. Quando deixamos Deus de lado, certamente faremos besteira. O Senhor trouxe cada um a este Santuário para apresentar como deve ser nossa vida com Deus. Para mostrar a luz que iluminará as nossas trevas. O coração do ser humano anda muito obscuro, e precisamos deixar que o Senhor imprima em nosso coração a Graça que Ele tem para cada um de nós! “Oh glorioso Deus Altíssimo, ilumina as trevas do nosso coração”, como rezamos na oração da Cruz de São Damião.

Se queremos ser felizes, temos que aprender a renunciarmos as nossas trevas. Como João nos ensina, quem não adere a este projeto de Deus, adere às trevas. Que possamos dizer para o Senhor, que seja Ele o centro das nossas vidas, a luz que ilumina nossos passos. Tão logo, nova Páscoa vai acontecer em nossas casas. Qual é a salvação que cada um de nós necessita? Que deixemos Deus escrever de forma diferente a Graça de Deus em nossas vidas, a trazer para nós, e para nossas famílias, salvação, alegria, força e paz.

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